A tecnologia substitui o professor? É possível quebrar essa resistência?

A tecnologia não substitui os professores

Para quem não conhece o potencial da tecnologia no âmbito educacional, fica o receio de ser substituído por ela. O primeiro passo nesse contexto é entender que a tecnologia, não veio para substituir e sim para auxiliar e permitir o enriquecimento da ação de quem ensina e de quem aprende.

O propósito da existência das tecnologias está na utilização de suas ferramentas para solucionar questões de forma mais rápida, tornando mais confortável e prática a realização de nossas atividades no dia a dia. Sendo assim as mesmas estão em todo lugar: nas fábricas, nas indústrias, nas empresas, nos hospitais e outros mais setores e a educação não poderia ficar de fora desse contexto tecnológico, uma vez que o mesmo vem facilitar o trabalho dentro e fora das escolas.

É um erro não aceitar a tecnologia como instrumento transformador e facilitador da sua prática pedagógica. A falta de conhecimento do potencial dos recursos tecnológicos e a forma de como incorporá-los no processo ensino aprendizagem, levam os docentes a resistirem a utilizar os mesmos na prática educativa, como estratégia de aprendizagem.

O uso da tecnologia precisa estar alinhado com o propósito da ação docente, é necessário fazer sentido o uso das soluções digitais, pois desse modo quebramos a resistência e damos um significado para o uso da tecnologia no âmbito educacional.

Não podemos mais justificar o uso da tecnologia com frases prontas e sem sentido para o docente, tais como “o aluno está pedindo”… “todos estão usando e nossa escola não pode ficar de fora”… “usar tecnologia está em alta”… “é muito moderno e temos que usar”… Essas frases não provocam mudanças, é preciso refletir sobre o modelo pedagógico, pensar nas estratégias de aprendizagem para alcançar os resultados previamente definidos e escolher a tecnologia como meio de se alcançar estes resultados. A dica é convergir, modelo, estratégia, tecnologia e o propósito de ensinar característico de cada docente. Quando as coisas fazem sentido e se alinham, as mudanças em sala de aula começam, de fato, a acontecer.

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